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SOU CRÔNICA. SEM CURA
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Novos textos na rede social MEDIUM

Segue o link pra quem desejar acompanhar as novas publicações.


Att. Claudinha Santos 

1982

"Há 35 anos atrás, brilhava a tua estrela pro mundo, num 27 de abril de uma terça-feira com uma noite de lua em quarto crescente, naquele instante, tua estrela brilhava sim para o mundo e para mim, ainda que eu não tivesse começado a existir sequer nos sonhos mais longínquos da minha mãe, não teria sido planejada com tanta antecedência, se não fosse por um ato divino, mas quem me garante que fui, sim ou não? 

Seis anos depois, minha existência se espalhava.


Mas o assunto é você, hoje é seu dia e meu coração se enche de alegria por poder comemorar mais um ano da sua brilhante existência na terra, estrela de seis pontas, cadente, fugaz, mas como eu aprendi com você, senti coisas, fiz planos e, ah, como me fez rir, me trouxe esperanças e me permitiu ser como sou, podia ser eu mesma e dizer qualquer coisa, você seria sempre o mesmo, quer eu ficasse, quer eu fosse ou voltasse.


Fui.


Um pai maravilhoso e amoroso, o filho amado, o tímido e popular, sorridente e engraçado, louco por futebol, videogame e festinha de 'finde', como 'cê' diz, esbarrei em você por acaso, era a desculpa que eu tinha pra te dizer porquê voltei dia seguinte, acaso, pra ver teu sorriso de novo e outra vez e ouvir teu sotaque distante e me sentir mais perto, mas eu não tinha lugar dentro de você.
Vamos comemorar o seu dia, hoje à distância, ainda mais do que já nos sentíamos - distantes -, não há nada que eu encontre aqui e que possa se encaixar bem no local onde está o vazio de hoje e que antes, servia para nos unir, mas eu vou lembrar e comemorar tua vida sempre.
Você me deu vida.


Pro nosso bem, não haverá mais nós e nem nós a serem desatados, explicações demais ou perguntas de menos, só laços das lembranças do afeto que guardei pra ti.


Feliz aniversário, meu bem."


27 de abril de 2017

Adoro dançar com você

"(...) Posso mandar qualquer tema, você manja de tudo, tem respostas sempre e perguntas maravilhosas, eu confesso que adoro quando você diz 'deixa eu te explicar', eu apoio os fones de ouvido, deito confortavelmente e espero pelo seu áudio e então você disserta em alto e bom tom, tomando minha atenção por sei lá quantas horas e a gente se odeia e se ama tantas vezes quanto concordamos e discordamos, é uma gangorra, ou melhor, nossa conversa é dança, dois passos pra lá, dois pra cá, não se pode perder o equilíbrio. Adoro dançar com você."

#PoesiaSó

"A gente não transfere o amor antigo para um amor novo, o amor nasce de novo e quase sempre morre como se nunca tivesse vivido e renasce como se nunca tivesse existido, como se fosse sempre sua primeira vez."
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#PoesiaSó
04.06.2014

Pense

Não comentei, mas no dia do meu aniversário, fim de tarde, 'ganhei' uma queimadura no braço esquerdo, mancha essa que deve me acompanhar pra sempre a partir de agora, o óleo quente não teve dó e me deixou uma marca.
Resolvi falar sobre isso pra refletir sobre as marcas que a vida nos deixa, marcas essas que ninguém vê em sua maioria, a não ser que falemos sobre elas, as marcas da alma.
Quantas pessoas te marcaram assim pra sempre? Quantas pessoas te causaram dor ou alegria, de maneira tão profunda a provocar mudanças? Muitas, acredito. Não entendemos a princípio, mas cada pessoa traz uma lição pra nós, não podemos deixar que elas passem despercebidas - nem as pessoas e nem as lições -, precisamos evoluir.
Confesso que doeu bastante na hora, mal podia tocar, enquanto lavava o braço sob a água corrente, e é bem isso o que tentamos fazer a princípio, queremos nos livrar, queremos não sentir, dói, dói demais, a pele grita, eu silenciei, pensando 'que presente, ein'.
Mas entenda que eu não estava presente no momento, estava atenta a qualquer outra coisa que não fosse a possibilidade de um acidente desses acontecer diante do meu nariz, era meu aniversário, distração total, mas é quando vem a lição.
No momento em que você magoa alguém, onde está sua distração ou por onde anda seu foco? Por onde anda seu foco quando esqueceu algo importante pra alguém ou quando chegou tarde, ou quando não chegou, quando não respondeu, quando traiu, quando quebrou a confiança? Quantas pessoas você já marcou? Quantas já o marcaram, num dia especial ou num dia qualquer?
Pense.

Guarde

"(...) Os melhores momentos dos nossos encontros, são quando nos encontramos em silêncio. Seus olhos ficam subserrados, você consente qualquer coisa com a cabeça, os braços se cruzam e descruzam inquietos, você desarruma os cabelos arrumados, passa a mão na barba e coloca os cotovelos sobre os joelhos - nessa sequência -, olhando pra mim, segurando a cabeça, cansado de falar, pedindo abraço a qualquer um.

Os intervalos de silêncio são os mais bonitos.

A gente começa a sorrir, nossas mãos querem se encontrar, mas não estamos perto o suficiente para nos alcançarmos - por questões de segurança. Você suspende a quietação, evitando assim a falta de jeito, fala umas teorias que pôs em prática, discutimos algumas fórmulas e o nosso grande momento volta, uma catarse de sentimentos emudecidos.

Mas ao contrário do mundo, é no mudo do teu silêncio que eu sei por onde anda sua confiança, o conheço o suficiente pra saber que não sai por aí, doando essa intimidade para muitos.

Guardo o privilégio dos teus silêncios, guarde os meus."

Trago Verdades

O sentimento que não é dado e nem dito é um desperdício. 
Conte-me o que sente, sinta o que diz.
 
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